<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926</id><updated>2012-02-16T14:42:48.398Z</updated><title type='text'>Viannetta</title><subtitle type='html'>it's the dirtiest clean, i know.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-8916563463438674917</id><published>2010-12-30T00:26:00.002Z</published><updated>2010-12-30T00:28:52.153Z</updated><title type='text'>De regresso</title><content type='html'>Mas antes de regressar, lembrar este post que escrevi há um século, que na altura valeu a pena, e que valeu também uns valentes comentários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 class="date-header"&gt;&lt;span&gt;Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;                        &lt;a name="4818204705064760528"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; Aprendo todos os dias, hoje foi só mais um &lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;É sempre bom descobrir coisas novas, aliás, coisas novas fazem de nós mais sábios e experientes, sejam elas boas ou más. E isto é tudo muito bonito até eu carregar no botãozinho aí ao lado que diz "Ver o meu perfil completo" e descobrir que o meu Ano do Zodíaco é "Cabra". Podia ser esquilo, gato, cão, veado, até podia ser boi, mas não, é cabra. Não sei se isto quer dizer alguma coisa em termos de más acções que eu possa ainda vir a praticar este ano, não faço ideia do significado destas coisas, vou ter que mandar um mail à Maia porque quero respostas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque sei que sou, vá, estúpida, mas daí a ser cabra, ainda vão uns bons animais, e bem queridos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, fora estas curiosidades do dia-a-dia, cá vai o post que desta vez demorou a chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eras fonte de tudo aquilo que, em mim, havia de mais fértil. Dançavas em plena manhã de Novembro, em plena noite que, por muito que negasse o som, não te podia negar a ti. Porque eras tu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E buscava as lembranças que alimentavam o que não tinha, procurava um sonho que te apagasse de mim. Guiava-me, no dia mais nublado, pela ideia de te ter, aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não sabias, nem querias saber. Não sabias que, em momentos de silêncio sem ti, te sentia por perto. Não sabias do mais profundo vazio da tua falta que nada preenchia nem fazia esquecer. Não sabias, nem querias saber, que não podia parar de te imaginar comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E todos os dias adiei as palavras que eu própria não queria ouvir, todos os dias tirei o nexo às frases que te apagavam dos livros que lia, de tudo o que via e não queria ver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sei agora o que sempre soube. E saberei, para sempre, aquilo que aprendi por não o querer saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-8916563463438674917?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/8916563463438674917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=8916563463438674917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8916563463438674917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8916563463438674917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2010/12/de-regresso.html' title='De regresso'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-900171073622782053</id><published>2010-02-11T12:55:00.010Z</published><updated>2010-02-14T19:23:39.296Z</updated><title type='text'>Ah.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;A primeira vez que soube que estavas fora foi a primeira em que me senti livre em Lisboa desde há muito tempo. A simples ideia de não ter de me encontrar contigo, o descanso do desassossego de te procurar a cada rosto que passa, levou-me numa viagem serena, lúcida, tranquilizante.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Na verdade encontro-te muitas vezes naquela varanda do teu quarto, é sempre Verão, de madrugada, e estás sempre a fumar um cigarro. No chão, do teu lado direito estão uns ténis a secar e, do teu lado esquerdo, estou eu. Mas tu não me vês. Gosto de pensar que sabes que ali estou mas, na verdade, acho que já te esqueceste desta paisagem que eu gravei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-900171073622782053?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/900171073622782053/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=900171073622782053' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/900171073622782053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/900171073622782053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2010/02/ah.html' title='Ah.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-8946913696373420916</id><published>2009-11-12T20:02:00.011Z</published><updated>2010-02-14T19:12:19.037Z</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se, por um breve segundo, mas não um segundo qualquer, um segundo preso no tempo, tudo à tua volta fosse uma névoa, ora fria ora quente, onde acordavas em sobressalto. Nesse espaço perdido no relógio tentarias procurar algo que se assemelhasse à realidade, andando no vazio, aparentemente não saíndo do mesmo sítio.&lt;br /&gt;A meio desta insólita aventura entre o branco, parece desenhar-se um sofá à medida que avanças, igualmente branco, para onde corres desenfreadamente.&lt;br /&gt;Quando finalmente lá chegas sentas-te, regozijas do prazer daquele sofá enquanto te apercebes, lentamente, de que ele não só te acalma no vazio como te faz parar e realizar que estás sozinho, sentado, sem qualquer novo objectivo a desenhar-se no horizonte. Assustas-te. Mas não é caso para tanto, o teu instinto já te fez correr no vazio numa procura desenfreada por algo que te fosse familiar quando nada o era. Agora, ao menos, tens um sofá branco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ifmwaMPaCUU/SxvPrC3DY_I/AAAAAAAAALg/as0pAoB_YV0/s1600-h/ruido+da+divisao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 182px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ifmwaMPaCUU/SxvPrC3DY_I/AAAAAAAAALg/as0pAoB_YV0/s320/ruido+da+divisao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412147715624887282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-8946913696373420916?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/8946913696373420916/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=8946913696373420916' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8946913696373420916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8946913696373420916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2009/11/gentle-impulsion.html' title='.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ifmwaMPaCUU/SxvPrC3DY_I/AAAAAAAAALg/as0pAoB_YV0/s72-c/ruido+da+divisao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-1861661717073923807</id><published>2009-02-09T19:21:00.004Z</published><updated>2009-02-09T19:25:55.593Z</updated><title type='text'>Solto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cidade dos que se foram embora, ainda paira no ar o pó da corrida. Ainda se ouvem os passos, as palavras que se levaram com a pressa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem saudade do que fica para trás, poucos levam consigo o medo de não voltar, poucos são os que, mesmo à saída, se assombram com reflexos de momentos em que, como crianças, viam aquela cidade como a casa onde iam morar para sempre. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na cidade dos que se foram embora, raras são as luzes que as mãos apressadas se lembraram de apagar. E assim ficou, deserta entre a poeira dos passos e a luz fria das casas vazias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-1861661717073923807?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/1861661717073923807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=1861661717073923807' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1861661717073923807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1861661717073923807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2009/02/solto.html' title='Solto'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-8646186842154988273</id><published>2008-05-11T14:15:00.005+01:00</published><updated>2008-05-25T21:15:11.410+01:00</updated><title type='text'>Dezassete Páginas - Mulher de Lisboa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alheia no Mundo pára a mulher que pensa, agarrada ao pouco que tem para pairar, para deixar o tempo passar. Alheia no Mundo pára quem sabe que a vida, bem pensada, é melhor aproveitada, quem nega que todo o tempo do mundo é feito para se viver. Alheia no Mundo páro eu, perdida neste impasse.&lt;br /&gt;Soube, um dia, quando a vi passar por mim, que essa mulher que pairava tão longe de tudo o que a rodeava, serena, com um olhar triste de quem sofre em silêncio, me soube sorrir, mas só a mim, e eu sorri-lhe de volta e deixei que o momento perdurasse, deixei-nos assim, na esperança de que o olhar triste me sorrisse também.&lt;br /&gt;Meses mais tarde, numa tarde fria de Setembro, passava no miradouro ali ao cimo de Lisboa quando me pareceu vê-la, toda vestida de branco, de cabelos encaracolados e macios, de um castanho que aqueceria até o mais frio dos Invernos. Desci a cidade, encontrei-a, e, para minha grande surpresa, essa mulher eras tu.&lt;br /&gt;Para seres mulher de Lisboa, para fazer de ti mulher de Lisboa, muitas foram as palavras que procurei e raras foram as que encontrei (foi por isso que nunca tas disse). Para seres mulher de Lisboa, raro, se não inexistente, foi o defeito que deixaste transparecer. Tornaste-te assim, num jeito leve, gracioso, tão generoso, a única que mereceu a nossa cidade, a única que a própria cidade fez por merecer.&lt;br /&gt;Lisboa sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parabéns Martinha :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-8646186842154988273?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/8646186842154988273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=8646186842154988273' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8646186842154988273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8646186842154988273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/05/mulher-de-lisboa.html' title='Dezassete Páginas - Mulher de Lisboa'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-7139468213177533856</id><published>2008-05-05T17:06:00.007+01:00</published><updated>2008-05-05T17:40:14.465+01:00</updated><title type='text'>Procura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Feito de pedaços da vida que, sem nos faltar, nos fazem falta, o tempo foge à velocidade de cada passo, cada palavra, cada sopro. Ansiamos por momentos que, quando proporcionados, nos contrariam a alegria ou a vitória, nos trazem apenas desejo de mais, de melhor, nos tornam insaciáveis.&lt;br /&gt;E assim vivemos, numa constante procura de algo maior, de sensações, de frio ou de calor, que nos façam arrepiar, sentir, mudar. Torna-se o acordar uma mera meta, ponto de partida de novas descobertas, símbolo da incorfomidade em que vivemos com o que nos é dado, símbolo da nossa vontade de não aceitar a lentidão que a estabilidade nos oferece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é o fim da procura desta pequena utopia que nos faz crescer, que nos faz aceitar a vida. É a experiência que nos faz parar, sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mim, pessoalmente, surpreende-me a necessidade cada vez mais notória de se apostar no desconhecido, de se sonhar com uma incerteza que, tanto quanto sabemos, pode sempre dar asneira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-7139468213177533856?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/7139468213177533856/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=7139468213177533856' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/7139468213177533856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/7139468213177533856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/05/procura.html' title='Procura'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-7061450081643434992</id><published>2008-04-07T23:19:00.009+01:00</published><updated>2009-02-18T19:14:56.244Z</updated><title type='text'>Um regresso pontual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;És, aparentemente, um homem feito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas as ruas que atravessas têm dois sentidos, olhas os dois antes de atravessar, sempre. E olhas tanto pensando em ti como em nós. E é isso que se aprecia num homem feito (não é?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soube, no entanto, que de todas as vezes que atravessaste ruas, e mesmo aquelas com mais que um sentido, já sabias que jamais um carro passaria com vermelho, ou que passaria àquela hora da madrugada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;És, obviamente, uma farsa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, soube também que as ruas que por nós passaram te pediram em troca um pouco de ti, para que soubesses se iria, ou não, passar um carro. Foste roubado em troca da, não só tua mas também nossa, vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;És, dedutivamente, um vendido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E neste dégradé de insultos e de opiniões pouco ou mal formadas, não te defendeste ao saber que te descobrimos. Soube que aceitaste, passiva e tranquilamente, qualquer palavra menos boa que te tenhamos dirigido e, no fundo, se formos a ver bem, não tinhas razões para tal. Afinal, vendeste-te por nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas soube tudo isto por sinais de trânsito que te reconheceram ao atravessar a rua. Sinais que, numa fracção de segundo, me quiseram deixar nas mãos a decisão de te condenar ao verde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-7061450081643434992?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/7061450081643434992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=7061450081643434992' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/7061450081643434992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/7061450081643434992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/04/um-regresso-pontual.html' title='Um regresso pontual'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-8893295243889602661</id><published>2008-02-07T20:34:00.000Z</published><updated>2008-02-07T20:41:06.970Z</updated><title type='text'>Não há Fado sem senão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;         Era Novembro, um Novembro em que passeei muito pelas dunas das praias do Baleal, um Novembro em que o frio me fazia andar com uma malha verde que tanto odiava, mas que tanto me aquecia. Maldito Novembro.&lt;br /&gt;         Estava frio lá fora e nada me impedia de entrar. O frio que me gelava o nariz e as mãos transformava toda aquela paisagem verde num cenário de onde fugir, transformava a sala onde todos se encontravam no mais próximo porto de abrigo, na mais aproximada representação de um leve verão acolhedor. Perto da porta ouvia-se o fado que se cantava nestes dias de festa, maldito fado que gerou tudo o que menos esperava para mim.&lt;br /&gt;         Entrei devagarinho e sem fazer barulho, encostei-me à parede a ouvir a guitarra portuguesa que tinha captado a atenção de todas as pessoas daquela sala, menos a tua.&lt;br /&gt;         A princípio pareceu-me um olhar distraído, perdido naquele fado da “Rosa Enjeitada”, mas deixaste o olhar ficar, desligado da guitarra, desligado da voz, ligado aos meus olhos, e eu ligada aos teus. Fruto daquela noite tão portuguesa, geraram-se dias, meses, anos de melancolia, de meias palavas e rascunhos, de choros e sofrimento, de cartas rasgadas e tardes perdidas em explicações que nunca chegaram. Não houve razão, não houve explicação para os dias que de tão solarengos se tornaram negros, ansiosos por ti, ansiosos por mim, ansiosos por um futuro que nunca chegou, um futuro que se desenrolou num sentido paralelo ou intersectado, numa volta que ainda hoje não desvendei.&lt;br /&gt;          Sei que, depois daquela noite, te tornaste fonte de tudo aquilo que, em mim, havia de mais fértil, que te vi dançar em plena manhã de Novembro, em plena noite que, por muito que tenha negado o som, nunca te negou a ti. Porque eras tu. Busquei as lembranças que alimentavam o que não tinha, procurei um sonho que te apagasse de mim. Guiei-me, no dia mais nublado, pela ideia de te ter, aqui.&lt;br /&gt;Mas não soubeste, nem quiseste saber. Não soubeste que, em momentos de silêncio sem ti, te senti por perto. Não soubeste do mais profundo vazio da tua falta que nada preencheu nem fez esquecer. Não soubeste, nem quiseste saber, que não podia parar de te imaginar comigo.&lt;br /&gt;Foste, durante tempo que hoje não reconheces, personagem de todos os romances que li, fruto de qualquer desabafo que escrevesse naqueles dias em que nada fazia sentido, e tu, e eu, não passávamos de uma utopia que criara.&lt;br /&gt;E todos os dias adiei as palavras que eu própria não queria ouvir, todos os dias tirei o nexo às frases que te apagavam dos livros que lia, de tudo o que via e não queria ver. E prometi a mim própria que, um dia, quando o vento daqueles dias frios que te trouxeram se fosse embora, eu nunca mais voltaria a deixar-me enganar pelo mais profundo fado, prometi que cada dia sem ti seria uma celebração de mim. Que ia recuperar de tudo o que me tinhas feito passar, que ia viver a vida em que outrora adormecera.&lt;br /&gt;Faço daquilo que fomos páginas de livro, porque soube desde o início o final que teríamos, e nunca o quis reconhecer. Junto finalmente as palavras que te resumem em poucas linhas, num simples fado, num simples Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-8893295243889602661?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/8893295243889602661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=8893295243889602661' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8893295243889602661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8893295243889602661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/02/no-h-fado-sem-seno.html' title='Não há Fado sem senão'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-6434971548038558735</id><published>2008-01-19T19:36:00.000Z</published><updated>2008-01-19T20:44:20.384Z</updated><title type='text'>É a noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A noite cerrada é um apelo a passeios pelo escuro. Isso passa muito despercebido, porque todos temos medo do escuro da noite. A noite não é mais do que o fim do dia, a reflexão daquilo que foi, outrora, a luz. Não é mais, na teoria, do que um incentivo a fecharmos todos os olhos por um breve momento, a fazer um “refresh” àquilo que somos, para acordarmos prontos para o dia seguinte.&lt;br /&gt;E é a falta desta pequena reflexão que nos faz cometer os mesmos erros, dia após dia, é a má utilização deste pedaço de tempo que nos transforma a vida numa rotina cansativa.&lt;br /&gt;O fim do dia, não é mais do que isso, o fim de um dia. O dia seguinte devia ser um dia novo, um dia diferente, e isso é pra mim o utópico conceito de vida.&lt;br /&gt;E custa-me desperdiçar assim o tempo, pensar que cada dia vazio que já passou era bem usado hoje, e que não o posso reaver, pensar que me é dado um tempo que não uso como devia. Porque se há coisa que me assusta na vida é o modo como nos acomodamos a ela, o modo como eu, pessoalmente, a desperdiço. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-6434971548038558735?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/6434971548038558735/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=6434971548038558735' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/6434971548038558735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/6434971548038558735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/01/noite.html' title='É a noite'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-6159621382979793476</id><published>2008-01-15T14:13:00.000Z</published><updated>2008-01-15T23:49:09.251Z</updated><title type='text'>No seguimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A propósito de várias coisas que se passaram hoje, queria aproveitar para abrir um parêntesis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era só, obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-6159621382979793476?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/6159621382979793476/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=6159621382979793476' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/6159621382979793476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/6159621382979793476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/01/no-seguimento.html' title='No seguimento'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-1270899627979640385</id><published>2008-01-09T13:54:00.000Z</published><updated>2008-01-13T18:53:02.984Z</updated><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Se eu fosse agora escrever sobre alguma coisa, escrevia sobre a loucura", disse-me hoje uma boa amiga. E, realmente, melhor assunto não há, hoje em dia, para se falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos, cada vez mais, filhos da loucura. Mas não só da nossa própria loucura, somos filhos de uma loucura generalizada, filhos de uma sociedade pré-definida, destinados a uma liberdade associada a um estado de subordinação e de tranquila sujeição. Vivemos aceitando, sem alarido ou exaltação, tudo aquilo que se impõe à nossa existência, tudo aquilo que nos priva da nossa livre vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Definimos como louco aquele que não sabe o que faz, aquele que não tem consciência dos limites impostos pela sociedade em que vivemos. E pergunto-me, eu e muita gente (ou pelo menos assim imagino que aconteça) se não seremos nós os loucos? Destinados a uma vida igual a todas, com limites e regras impostos num mundo que também é nosso. Porque haverá então alguém que decide por nós, alguém que se impõe e nos sujeita a um controlo pormenorizado da vida que levamos? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Somos loucos se, falando em liberdade, aceitamos uma subordinância evidentemente contraditória ao primitivo conceito da palavra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não pensem, no entanto, que falo de anarquia, que falo de um mundo sem regras ou exigências. Falo apenas de uma necessidade de renovação de conceitos, ou melhor, peço que tenham uma boa noite de sono e que acordem amanhã elucidados de que não podemos falar em liberdade quando a associamos a uma qualquer sociedade como a nossa, não podemos falar em loucura num contexto pejurativo quando cada vez mais precisamos dela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Para quê ser normal e fazer essas coisas normais que as pessoas normais sempre fazem? Prefiro ser louco e te amar mais um pouco." Gabriel o Pensador&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um beijinho e um obrigado à Joana Lourenço :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-1270899627979640385?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/1270899627979640385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=1270899627979640385' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1270899627979640385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1270899627979640385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/01/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-1781310043853148353</id><published>2008-01-06T20:50:00.000Z</published><updated>2008-01-07T21:17:52.234Z</updated><title type='text'>Tempos que não vivi - parte dois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na manhã do dia 24 de Dezembro fui passear pela cidade, apanhar os ares da madrugada. Levei um livro, sentei-me à beira-rio num banco de pedra gelado e deixei-me ficar ali, de luvas postas, a aproveitar aquele tempo frio que me dá sempre vontade de acalmar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olhava em volta para quem passava embrulhado em grandes casacos e cachecóis, pensava, mais uma vez, na história que ele não me tinha contado. Todas as ruas de Tomar me faziam sonhar sobre quem ele devia ter sido para esta cidade, sobre a importância que a vida dele tinha tido para tanta gente que o olhava com cara de quem lhe devia a vida. Pensava no orgulho que sentia por ser importante para ele, por muito frio que fosse comigo, orgulhava-me de fazer parte da sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixei-me ficar ali, estática, envolvida em ideias que não me deixavam acordar e, quando olhei em volta, já só eu restava no grande largo, apenas o &lt;em&gt;Café Paraíso&lt;/em&gt; continuava cheio com os mesmos clientes de sempre. Leitores devotos, dedicados a grandes volumes que dão vontade de ler de uma assentada nestas manhãs de Inverno. Leitores que se afogavam em páginas e que deixavam fugir a hora de almoço a cada capítulo, dia após dia. Levantei-me, ajeitei o cachecol, e voltei para casa.&lt;br /&gt;No dia seguinte vi-o sentado no sofá junto à lareira, intrigado com uma notícia que vinha no jornal. Aproximei-me e sentei-me também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bom dia, querida - disse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bom dia - respondi, e continuei - será que posso interromper?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Podes sim, podes sempre interromper. Dá-me só um bocadinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esperei, em silêncio. Apenas se ouvia a madeira da lareira estalar com o calor. Passado um bocado, falou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Já sei o que me vens perguntar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois já, é uma curiosidade antiga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tirou os óculos, passou as mãos pelos olhos com cara de quem vai contar uma boa história, pôs o jornal de lado e começou.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-1781310043853148353?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/1781310043853148353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=1781310043853148353' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1781310043853148353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1781310043853148353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/01/tempos-que-no-vivi-parte-dois.html' title='Tempos que não vivi - parte dois'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-5980840666054707175</id><published>2008-01-03T20:31:00.000Z</published><updated>2008-01-03T20:32:14.069Z</updated><title type='text'>Tempos que não vivi - parte um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De muito pequena me questionei sobre ele. Sempre com o seu ar austero, sereno, quase mau, sempre foi a minha ideia de um herói de outros tempos, a imagem de uma vida bem vivida, bem sofrida. Mas nunca, acho que por medo, me passou pela cabeça perguntar-lhe sobre as batalhas que travou, sobre as lágrimas que chorou, sobre o significado de cada ruga, cada gesto, cada expressão.&lt;br /&gt;Apenas uma vez lhe fiz frente, apenas dessa vez ousei pisar a linha entre mim e este senhor a quem tinha (e tenho) mais respeito que por mim própria. Tinha os meus sete anos e, em brincadeira com as minhas primas, pedi-lhe álcool para fazer perfume com pétalas de rosa do jardim. Mas insisti demais, e nunca mais me esqueço da sensação que foi vê-lo zangado comigo, a sensação de o ter desiludido, e guardo, desde aí, rancor a mim mesma por isso.&lt;br /&gt;São poucos mas já lá vão 16 anos de vida com ele sempre presente, e paro agora para pensar naquilo que realmente sei sobre tudo o que me antecedeu. Ganho então coragem e sento-me. Chamo-o para a grande sala do piano, peço-lhe que se sente e, nervosa, sem saber bem onde começar, pergunto:&lt;br /&gt;- Onde nasceu e com quem viveu? Como é que eu cheguei aqui?&lt;br /&gt;Ele sorri, paciente. Sem me tocar, dirige-me um olhar carinhoso e volta à frieza de sempre.&lt;br /&gt;- A seu tempo, querida.&lt;br /&gt;Levanta-se devagar. Sai da sala.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-5980840666054707175?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/5980840666054707175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=5980840666054707175' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/5980840666054707175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/5980840666054707175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2008/01/tempos-que-no-vivi-parte-um.html' title='Tempos que não vivi - parte um'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-2911636278995651480</id><published>2007-12-20T16:36:00.000Z</published><updated>2007-12-20T16:50:14.803Z</updated><title type='text'>Madrid</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi totalmente diferente daquilo que estava espera. Fui com toda uma outra ideia da viagem que ia ser, e vim contente pela viagem que foi.&lt;br /&gt;Apanhámos o avião na sexta-feira às 10:00h da manhã e chegámos a Madrid ao meio-dia e meia, mais ou menos. O primeiro dia foi chegar, conhecer a casa, fazer a surpresa à Quina e ao Miguel, conhecer a faculdade, almoçar, tomar café no Starbucks e fazer com que a sala onde estavam a dormir três pessoas (a Quina, a Madalena e o Zimbi), ficasse não só com mais duas, mas com mais cinco pessoas.&lt;br /&gt;Saímos à noite na sexta e no sábado (que foi quando chegaram a Marta e o Goli, mais dois ainda!) até às 7.00h (para mudar de fuso horário), passeámos pela Gran Vía, pelo Parque do Retiro, comemos castanhas, andámos a ver lojas de roupa, fomos comer churros com chocolate quente às 6:00h da manhã e fomos ver o Palácio Real.&lt;br /&gt;Acordávamos tarde porque nos deitávamos de madrugada, e fazíamos uma vida quase de noite.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo a população da casa foi diminuindo, passámos a ser menos, deixou de ser dia de sair à noite e fizemos uma vida diferente. Fomos conhecer o museu do Prado, o Reina Sofia e o museu dos rabos. Jantámos em casa e no Hard Rock, fomos beber sangria e ficámos a ver “L word”.&lt;br /&gt;Ainda vimos neve no Escorial, bastante até, almoçámos bem e voltámos para fazer compras, andei com a Quina a experimentar roupa e a conversar, a dizer parvoíces e a rir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi bom e valeu mesmo a pena. Eu voltava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-2911636278995651480?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/2911636278995651480/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=2911636278995651480' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/2911636278995651480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/2911636278995651480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/12/madrid.html' title='Madrid'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-326097875955631082</id><published>2007-12-04T22:39:00.000Z</published><updated>2007-12-06T16:05:13.354Z</updated><title type='text'>Aquilo que ficou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São raros os dias em que me acorres à memória. É rara a fracção de segundo que me atinge, carregada de ti e de tudo aquilo que a ideia de nós comporta, ou comportou. São raras as ruas por que passámos no nosso curto tempo ou, pelo menos, que me lembre de passar contigo. São raros os bancos de jardim (um só, acho) que permaneçam carregados de ti e de tudo aquilo que foste. É rara a voz que te chama, em mim, é rara a voz que me chama para ti.&lt;br /&gt;Mas hoje vi-te. Hoje, não sei se pela confusão do nevoeiro, se pelo tempo, se por alguém que passou, vi-te a ti, vi tudo o que foi, e que continua a ser, o meu dia mais nublado.&lt;br /&gt;Tudo era diferente, naquela altura. Não foram “dias como os outros” porque não há dias como os outros, porque se todos os dias fossem como os outros, a vida não era vida. Se todos os dias fossem como os outros, vivíamos um dia, tínhamos um dia para viver e definir tudo aquilo que queríamos que fosse o resto das nossas vidas. E foi o que foi, que me fez dizer o que digo hoje. Foi o que foi, que me fez considerar cada dia, um dia diferente.&lt;br /&gt;Foram outros tempos, aqueles que vivemos. Foram outras as palavras que escrevi, foram outros os livros que escolhi para ler, foram outras as histórias que admirei, foram diferentes as que ouvi. Foi outra a memória que esperei guardar, foi outra a confiança que outrora depositei em mim. Fui, eu própria, outra.&lt;br /&gt;Aquele dia ficaria para a memória como o derradeiro. Mudou-me a mim, e mudou-te a ti também e tudo o que tinhas sido até aí para o mundo (e para ti próprio, se bem te soube). Saí de casa da mesma maneira, com os mesmos livros, o mesmo estojo. Destinada ao mesmo caminho, pelas mesmas estradas e pelos mesmos passeios. Condenada aos mesmos cartazes, aos mesmos sinais e às mesmas passadeiras, já sabida dos mesmos passos de todos os dias. Destinada a ti que, neste mesmo dia, foste o único que não o mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi por não teres sido tu quem encontrei naquele dia, que não voltei a encontrar quem fui antes de ti. Foste (e não passaste disso) uma história infeliz e acabada mas que, apesar de tudo, não deixa de me fazer sorrir. Porque, apesar de tudo, sei do que foste mas nunca soube, nem quis saber, do que escolheste ser, no fim. Sei que me reconstruí noutra perspectiva desde o teu tempo, sei que foi cedo para me reconstruir. Sei que foste, e és, a razão pela qual olho para os dois lados antes de atravessar a estrada, e sei que não mereces tal crédito. Sei que és cada sinal de &lt;em&gt;stop&lt;/em&gt; naqueles dias de tanto alarido, de tantas buzinas. Sei que és cada despertador que me alerta p'ra hora de acordar.&lt;br /&gt;Sei do que me ensinaste mas também sei que não sabes que ensinaste. Sei tudo isto mas, acima de tudo, sei que, para mim, não passas de um chão que pisei, para nunca mais voltar a pisar, não passas de uma lição (uma boa mas má lição) e que um dia, já ao final da tarde, te vou encontrar, e não vou saber quem és. Vais ser apenas mais uma das caras que passa por mim no turbilhão da cidade, palco de cada palavra aqui escrita, vais ser o relance de uma memória apagada, uma ideia pouco clara de alguém que conheci.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-326097875955631082?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/326097875955631082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=326097875955631082' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/326097875955631082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/326097875955631082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/12/dias-como-os-outros.html' title='Aquilo que ficou'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-8065411097906617315</id><published>2007-11-28T13:54:00.000Z</published><updated>2007-11-28T22:13:29.561Z</updated><title type='text'>Lisboa versus Cacém</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estava eu a escrever o texto que aí está em baixo hoje à hora do almoço, quando a minha mãe decidiu sentar-se ao meu lado para o ler à medida que eu escrevia (até aqui tudo bem). Com o desenrolar da escrita, eu chego a uma parte (que verão a seguir, se o lerem) em que digo que me disseram que os relógios do Arco do Triunfo estavam finalmente a funcionar (e menciono também que desconhecia por completo a existência destes relógios do Arco do Triunfo). Enfim, subitamente, diz a minha mãe:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pois é, também ouvi que os puseram a funcionar. Deu na &lt;strong&gt;telefonia&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, provavelmente ouviu esta notícia há 60 anos atrás quando ainda se usava a palavra telefonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto de Lisboa, a típica Lisboa. Gosto da Lisboa que me faz enrolar num cachecol, a Lisboa do Chiado e do Rossio, do traçado típico, da arquitectura clássica e da calçada portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto, essencialmente, da Lisboa do Marquês de Pombal (bendito terramoto), do Terreiro do Paço (a célebre Praça do Comércio), da Rua Augusta e do Arco do Triunfo (que, pelo que ouvi dizer, "já tem os relógios a funcionar", e eu nem sabia que tinha relógios).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, inspira-me, dá-me vontade de viver, acalma-me e faz-me orgulhar da cidade em que vivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E gosto de observar quem passa, como eu, naquelas ruas de Inverno, envolvida em compridos casacos da cor do Outono, e no cheiro a castanhas assadas em fins de tarde frios, algures em Dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E gosto porque é bom poder fugir ao modernismo, aos grandes prédios, às grandes indústrias, aos carros e à poluição. É bom respirar o Tejo, imaginar a Lisboa de outros tempos. É bom tomar o pequeno almoço na "&lt;em&gt;Suíça&lt;/em&gt;", é bom refugiar-me das ruas do dia-a-dia, é bom relembrar um tempo que não foi por nós vivido, e é bom relembrar quem o viveu. É bom relembrar o Camões, o Fernando Pessoa e todos os que fizeram de cada uma daquelas ruas, uma homenagem àquilo que somos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, gosto de passear e de viver em Lisboa, mas também gosto do Cacém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-8065411097906617315?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/8065411097906617315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=8065411097906617315' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8065411097906617315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/8065411097906617315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/lisboa.html' title='Lisboa versus Cacém'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-412844190837869719</id><published>2007-11-27T14:22:00.001Z</published><updated>2007-11-27T17:48:50.206Z</updated><title type='text'>Para ti</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De todas as palavras que já te dediquei, não houve ainda uma que considerasse capaz de abarcar tudo aquilo que realmente és. Cada esboço, cada frase que fizesse transparecer a ideia de ti, culminava sempre numa combinação que não te dava a importância que eu dou, uma combinação que não entendia nem fazia entender o teu alcance em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nunca deixei de te escrever (de mim para mim), nunca deixei de nos descrever, por mais estúpido que soasse. Escrevi-te sobre os jardins que conhecemos, as flores que deixei secar naqueles livros cor-de-café, para mais tarde recordar aquele cheiro, o teu cheiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tudo escrito para ti e nunca sobre ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, com o passar do tempo, apercebi-me da impossibilidade de te ter num papel, da impossibilidade de me explicar quando és tu o meu assunto, porque acabava sempre por soar banal. E nada do que te envolve é banal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Limito-me então, na generalidade do que abordo, a escrever e transcrever aquilo que considero menor que as palavras e por elas tradutível. Sobre o que de tão elementar se torna resumível a pequenos excertos que me perfilam a mim, nunca a ti, porque não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ao Fran.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-412844190837869719?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/412844190837869719/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=412844190837869719' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/412844190837869719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/412844190837869719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/para-ti.html' title='Para ti'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-4818204705064760528</id><published>2007-11-21T13:58:00.000Z</published><updated>2007-11-22T20:11:31.593Z</updated><title type='text'>Aprendo todos os dias, hoje foi só mais um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É sempre bom descobrir coisas novas, aliás, coisas novas fazem de nós mais sábios e experientes, sejam elas boas ou más. E isto é tudo muito bonito até eu carregar no botãozinho aí ao lado que diz "Ver o meu perfil completo" e descobrir que o meu Ano do Zodíaco é "Cabra". Podia ser esquilo, gato, cão, veado, até podia ser boi, mas não, é cabra. Não sei se isto quer dizer alguma coisa em termos de más acções que eu possa ainda vir a praticar este ano, não faço ideia do significado destas coisas, vou ter que mandar um mail à Maia porque quero respostas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque sei que sou, vá, estúpida, mas daí a ser cabra, ainda vão uns bons animais, e bem queridos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, fora estas curiosidades do dia-a-dia, cá vai o post que desta vez demorou a chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eras fonte de tudo aquilo que, em mim, havia de mais fértil. Dançavas em plena manhã de Novembro, em plena noite que, por muito que negasse o som, não te podia negar a ti. Porque eras tu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E buscava as lembranças que alimentavam o que não tinha, procurava um sonho que te apagasse de mim. Guiava-me, no dia mais nublado, pela ideia de te ter, aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não sabias, nem querias saber. Não sabias que, em momentos de silêncio sem ti, te sentia por perto. Não sabias do mais profundo vazio da tua falta que nada preenchia nem fazia esquecer. Não sabias, nem querias saber, que não podia parar de te imaginar comigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E todos os dias adiei as palavras que eu própria não queria ouvir, todos os dias tirei o nexo às frases que te apagavam dos livros que lia, de tudo o que via e não queria ver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sei agora o que sempre soube. E saberei, para sempre, aquilo que aprendi por não o querer saber.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-4818204705064760528?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/4818204705064760528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=4818204705064760528' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/4818204705064760528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/4818204705064760528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/dias-de-ontem.html' title='Aprendo todos os dias, hoje foi só mais um'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-1921945033568399899</id><published>2007-11-16T14:14:00.000Z</published><updated>2007-11-16T17:32:17.330Z</updated><title type='text'>O meu primeiro título.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje é um dia especial. E não é por ser sexta-feira, nem por amanhã ser sábado, é sim porque hoje escrevi o meu primeiro título. É uma estreia pessoal a juntar às restantes últimas que têm tido lugar nesta inútil e, no entanto, útil página de internet.&lt;br /&gt;Enfim, no fundo, se eu fosse dotada de bom senso não publicava estas parvoíces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quimera ideia, a da razão,&lt;br /&gt;Dotou o Homem de manias&lt;br /&gt;Dando-lhe a certa convicção&lt;br /&gt;Da vida depois dos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, altruísta, gritou quem sabe:&lt;br /&gt;"Sejam eternas as estadias!"&lt;br /&gt;Pondo em prática a lição&lt;br /&gt;"Utopia das Utopias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falo desta condição&lt;br /&gt;Terrena (entre outras vias)&lt;br /&gt;Que não tem aceitação&lt;br /&gt;Em multidões e romarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo, por fim e por palavras,&lt;br /&gt;A verdade em poesias.&lt;br /&gt;A terra tem uma idade,&lt;br /&gt;Mais sábia que as sabedorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fugimos do chão que se farta&lt;br /&gt;No fim daqueles dias,&lt;br /&gt;Em que já dissemos em barda&lt;br /&gt;Parvoíces e ninharias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-1921945033568399899?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/1921945033568399899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=1921945033568399899' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1921945033568399899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/1921945033568399899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/o-meu-primeiro-ttulo.html' title='O meu primeiro título.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-5671098153408291623</id><published>2007-11-15T21:46:00.000Z</published><updated>2007-11-18T23:51:01.427Z</updated><title type='text'>Em quinto lugar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sair de casa às seis da tarde em Lisboa, é como ir ao Colombo no Natal. O frenesim é tanto, as luzes, o barulho, as vozes por toda a parte, o mar de gente, que quando lá chegamos arrependemo-nos sempre de ter saído de casa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o fim de tarde de hoje foi diferente. Não sei se pelos enfeites de Natal que enchiam as ruas, se pelo cachecol que me aqueceu tão bem o pescoço, se pela simpática senhora que me deixou atravessar a estrada mesmo estando vermelho, mas por alguma coisa, hoje foi diferente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Saí de casa no culminar do choque entre todos os lisboetas, no clímax da confusão, do desespero do trânsito, da ânsia por chegar a casa, mas entrei no meu mundo e, por detrás do cachecol, segui o meu caminho sorrindo perante a confusão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cada minuto desta hora de ponta, imaginei-me numa quimera realidade, num mundo à parte sem buzinas ou tal aparato. Ouvia apenas o meu ritmo cardíaco, os meus passos no chão. E deixei-me estar no tal "coma" acordado, o verdadeiro estado de utopia, alheia a quem passava, seduzida pelo avançar dos meus pés na calçada, enfeitiçada por este outro mundo que tinha descoberto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, gostei de passear em Lisboa às seis da tarde, mas continuo com a mesma opinião sobre o Colombo, até prova em contrário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-5671098153408291623?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/5671098153408291623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=5671098153408291623' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/5671098153408291623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/5671098153408291623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/em-quinto-lugar.html' title='Em quinto lugar.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-3292981098736526414</id><published>2007-11-15T14:09:00.000Z</published><updated>2007-11-15T15:09:08.185Z</updated><title type='text'>Em quarto lugar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais um dia, mais um post, mas é por estar no início porque isto vai perder a pedalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em mais uma daquelas aulas que parece não ter fim, a marta "encomendou-me" um poema. Não que eu seja um serviço de take-away mas enfim, disse-me mais ou menos o que queria e, por incrível que pareça, mesmo sob pressão, consegui escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero quando não posso&lt;br /&gt;Posso quando não quero&lt;br /&gt;Quero poder o que não posso&lt;br /&gt;E não poder o que não quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero querer em conta certa&lt;br /&gt;O que quero e posso ter,&lt;br /&gt;Mas quero sempre em conta aberta&lt;br /&gt;O que me é negado de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta posse é-me negada a mim&lt;br /&gt;E a qualquer alheia realidade,&lt;br /&gt;Mas aceito que é assim&lt;br /&gt;P'ra manter a sanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo aqui do que é sabido,&lt;br /&gt;Desde aleatória idade.&lt;br /&gt;Que o impossível é mais querido&lt;br /&gt;Que a natureza da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Marta :)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-3292981098736526414?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/3292981098736526414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=3292981098736526414' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/3292981098736526414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/3292981098736526414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/em-quarto-lugar.html' title='Em quarto lugar.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-4248989820989970821</id><published>2007-11-14T13:50:00.000Z</published><updated>2007-11-14T22:47:28.710Z</updated><title type='text'>Em terceiro lugar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sei que os títulos se estão a tornar ligeiramente previsíveis mas poupa-me trabalho e tempo que perderia a repetir a frase - "um título...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, hoje consegui não ficar presa à ideia de ter que escrever no blog, na verdade esqueci-me que tinha blog durante umas boas horas.. mas ainda bem, foi produtivo. Presenciei duas ou três situações mais típicas e apeteceu-me escrever, descontraída, secalhar porque estava cheia de sono, mas o que interessa é que consegui juntar palavras que posso deixar aqui sem ter ninguém a agredir-me amanhã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tenciono fazer de cada post um poema, mas ultimamente tem-me dado p'ra isso. E sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ignoro os ornatos da vida,&lt;br /&gt;ou pelo menos tento.&lt;br /&gt;Esqueço a luxúria, a fortuna, a vaidade.&lt;br /&gt;Adormeço em mim cada um dos sete pecados,&lt;br /&gt;mas fica-me dormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vê, quem passa por mim,&lt;br /&gt;que não omito o que é evidente,&lt;br /&gt;cometo os pecados entre a gente,&lt;br /&gt;aceito, em silêncio, o que virá no fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por saber o que me espera&lt;br /&gt;esqueço o tal longo frenesim&lt;br /&gt;da dicotomia entre os pólos da esfera,&lt;br /&gt;a eterna Paz, o eterno Motim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo então e deixo escrito,&lt;br /&gt;a aceitação do meu papel subalterno.&lt;br /&gt;Desvendo aqui o que para tantos é mito,&lt;br /&gt;se viverão no céu ou no inferno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-4248989820989970821?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/4248989820989970821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=4248989820989970821' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/4248989820989970821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/4248989820989970821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/em-terceiro-lugar.html' title='Em terceiro lugar.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8263946076605412926.post-2996213342906411644</id><published>2007-11-13T14:28:00.000Z</published><updated>2007-11-13T17:40:10.369Z</updated><title type='text'>Em segundo lugar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escrever é de facto uma coisa que adoro fazer e o blog é, sem dúvida, como disse o miguel, um óptimo projecto em que me posso desenvolver.&lt;br /&gt;Agora, quando o blog aparece, vai-se a inspiração e vem a obrigação, lá se vão as mil e uma ideias que noutras circunstâncias continuariam a passar todos os dias p'ro papel. Estagnei.&lt;br /&gt;E agora? Agora posso contar umas piadas, não escrever absolutamente nada, ou preencher espaço como estou a fazer neste post.&lt;br /&gt;De qualquer maneira tentei escrever, mas acabou por sair um conjunto de versos que, se fossem publicados, me iam obrigar a pedir desculpa, pessoalmente e mais que uma vez, a cada pessoa que os lesse.&lt;br /&gt;Decido, por fim, deixar neste post qualquer coisa que já tenha escrito, ao menos dá, de certeza, melhor resultado do que o tal conjunto de palavras que, só para terem uma pequena ideia da parvoíce, acabava em qualquer coisa como "onde está então a minha bicicleta?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largava as minhas palavras&lt;br /&gt;como a cura para o bem.&lt;br /&gt;Em tua mão via meus braços&lt;br /&gt;sem na minha ver ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada, inerte e fria,&lt;br /&gt;olhava-te da profunda escuridão,&lt;br /&gt;esquecendo a razão que invertia&lt;br /&gt;os falsos escalões da paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cega, vendada, sem vontade,&lt;br /&gt;levada pela verdade que esquecia,&lt;br /&gt;vivia agarrada a uma realidade&lt;br /&gt;que há muito me convencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegada à altura do fim,&lt;br /&gt;com uma força que minha não parecia,&lt;br /&gt;falou-me a razão sobre mim&lt;br /&gt;e contou-me o que eu nunca vira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aprendi que o amor me cegara,&lt;br /&gt;percebi que a ilusão me mentira,&lt;br /&gt;ao me contar que tu, minha utopia,&lt;br /&gt;eras fruto merecedor de qualquer poesia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8263946076605412926-2996213342906411644?l=ritavian.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ritavian.blogspot.com/feeds/2996213342906411644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8263946076605412926&amp;postID=2996213342906411644' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/2996213342906411644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8263946076605412926/posts/default/2996213342906411644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ritavian.blogspot.com/2007/11/em-segundo-lugar.html' title='Em segundo lugar.'/><author><name>Rita Vian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14835165369809286878</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
